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Investigação começou em 2015 e identificou um
esquema que fraudava documentos para saques de benefícios previdenciários e de
assistências.
Duas pessoas
foram presas em uma operação da Polícia Federal que investiga crimes contra a
previdência, no Maranhão. A ação foi batizada de ‘Duo Fratres’, que vem do
latim e significa ‘dois irmãos’ em alusão ao grau de parentesco dos ditos pela
PF como líderes do esquema criminoso responsável por um prejuízo na ordem de R$
1,15 milhão. As duas prisões e o
cumprimento ainda de três mandados de busca e apreensão foram realizados em
Teresina (PI).
O levantamento
da Polícia Federal começou em 2015 e identificou um esquema que fraudava
documentos para saques de benefícios previdenciários e de assistências fossem
feitos em nomes de pessoas mortas. Por isso, os policiais acreditam que
evitaram um rombo total de R$ 5,7 milhões.
Os
investigadores identificaram 300 benefícios previdenciários e 40 documentos
falsos com os dois investigados, que não tiveram os nomes revelados. Depois de
serem presos em outras oportunidades no interior do Maranhão, eles foram para
Teresina e estavam usando outras identidades. Os possíveis crimes praticados
são estelionato previdenciário, uso de documento falso, falsidade material e
ideológica, lavagem de capitais e associação criminosa.
A polícia
informou que foi determinada a apreensão de valores e bens, “incluindo veículos
e propriedades dos investigados, além de mais de 100 benefícios e a convocação
de 200 titulares para a realização de auditoria”.
A investigação
comprovou também que o patrimônio deles não é compatível com a renda declarada.
Só de veículos, eles ostentam R$ 500 mil.
Os irmãos que
lideram o esquema foram alvos de uma operação em fevereiro de 2016, quando a
própria PF cumpriu mandados de busca e apreensão em uma residência deles na
cidade de Trizidela do Vale, distante 229 km de São Luís. Na oportunidade, a
polícia revelou que “foram encontrados diversos documentos relacionados a
fraudes previdenciárias”.
A dupla já foi
presa outras três vezes, em Bacabal distante 246 km de São Luís, por crimes da
mesma natureza e também clonagem de cartões. Mesmo assim, ganharam o benefício
de responderem em liberdade à Justiça do Maranhão a estes crimes.